USO DE INIBIDORES DA BOMBA DE PRÓTONS (IBPs OU “PRAZÓIS”) E OS RISCOS DE PÓLIPOS NA GLÂNDULA FÚNDICA E CÂNCER GÁSTRICO Pular para o conteúdo principal

USO DE INIBIDORES DA BOMBA DE PRÓTONS (IBPs OU “PRAZÓIS”) E OS RISCOS DE PÓLIPOS NA GLÂNDULA FÚNDICA E CÂNCER GÁSTRICO


Estão aumentando os casos de relatos e estudos sobre os efeitos adversos em pacientes recebendo terapias de longo prazo (12 meses ou mais) com inibidores da bomba de prótons (IBPs).  O efeito dos IBPS nos riscos do desenvolvimento de pólipos na glândula fúndica do estômago e de câncer gástrico têm recebido uma atenção considerável.



O QUE SÃO INIBIDORES DA BOMBA DE PRÓTONS (IBPs)?

IBPs são medicamentos utilizados para inibir a produção de ácido do estômago. Eles agem inibindo a enzima H+, K+-ATPase (ou bomba de prótons) necessárias para que haja secreção de ácido gástrico.

Estes medicamentos costumam ser indicados nos tratamentos de desordens gástricas como gastrites, úlceras, refluxo gastroesofágico e no protocolo de erradicação da bactéria Helicobacter pylori.

Atualmente são comercializados seis representantes dessa classe: 
  • omeprazol
  • lanzoprazol
  • pantoprazol
  • rabeprazol
  • esomeprazol
  • dexlansoprazol.

Por isso os IBPs são popularmente conhecidos por “prazóis”.

PÓLIPOS NA GLÂNDULA FÚNDICA

O estômago é dividido em 3 partes Fundo (fundus), Corpo (body) e Antro (antrum). Conforme podemos ver na imagem abaixo, o fundo fica na parte superior do estômago.




As glândulas localizadas no fundo gástrico são chamadas glândulas fúndicas. Elas são produtoras de ácido e em algumas situações elas podem sofrer um crescimento exagerado (hiperplasia) e acabam formando pólipos.

Em geral os pólipos costumam ser benignos e não evoluem para câncer. Em tamanho, na maioria dos casos eles costumam ter menos do que 1 cm.

Os pólipos gástricos costumam não apresentar nenhum sintoma no paciente e geralmente são descobertos por acaso durante um exame endoscópico.

CÂNCER GÁSTRICO

O câncer gástrico é a terceira maior causa de morte por câncer no mundo. Apesar de uma diminuição em sua incidência em algumas regiões do mundo, o câncer gástrico ainda representa um grande desafio clínico, porque na maioria dos casos é diagnosticado em estágio já avançado, com um mau prognóstico e opções limitadas de tratamento.

A infecção pela bactéria H. pylori já é comprovadamente, uma das causas mais comuns do câncer de estômago. No entanto há diversos estudos indicando que há outros possíveis fatores que também podem contribuir para o desenvolvimento deste tipo de câncer.

USO PROLONGADO DE “PRAZÓIS” PODE AUMENTAR O RISCO DE PÓLIPOS NA GLÂNDULA FÚNDICA E DE CÂNCER GÁSTRICO

Um estudo de revisão de dezembro de 2016 analisou 12 pesquisas científicas, que abrangeram mais de 87 mil pacientes.

O estudo concluiu que o uso por longo prazo de IBPs (12 meses ou mais) é associado com um aumento no risco de desenvolver pólipos no fundo gástrico.

A terapia com IBPs também foi associada com o risco de câncer gástrico, mas os pesquisadores acreditam que são necessários mais estudos para se ter certeza de que não há outros fatores envolvidos.

COMO EVITAR ESSE RISCO?

Os “prazóis” são medicamentos desenvolvidos para inibir a produção de ácido no estômago. Seu uso inicialmente era indicado para casos de úlceras e gastrites severas, por um curto período de tempo. Infelizmente hoje em dia é indicado quase que indiscriminadamente pelos médicos que tratam de problemas digestivos e isso pode causar uma série de efeitos colaterais e prejuízos à sua saúde. Além disso, esses medicamentos apenas aliviam os sintomas e não agem na causa do problema.

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FONTES: 
  1. TRAN-DUY, An et al. Use of proton pump inhibitors and risks of fundic gland polyps and gastric cancer: systematic review and meta-analysis. Clinical Gastroenterology and Hepatology, v. 14, n. 12, p. 1706-1719. e5, 2016.
  2. BRAGA, Muriele Picoli; DA SILVA, Cristiane de Bona; ADAMS, Andréa Inês Horn. Inibidores da bomba de prótons: Revisão e análise farmacoeconômica. Saúde (Santa Maria), v. 37, n. 2, p. 19-32, 2011.
  3. MORAIS, Drausio Jefferson et al. Gastric polyps: a retrospective analysis of 26,000 digestive endoscopies. Arquivos de gastroenterologia, v. 44, n. 1, p. 14-17, 2007.
  4. RUGGE, Massimo; FASSAN, Matteo; GRAHAM, David Y. Epidemiology of gastric cancer. In: Gastric Cancer. Springer, Cham, 2015. p. 23-34.
  5. MORAES FILHO, Joaquim Prado P.; HASHIMOTO, Cláudio Lyoiti. I Consenso Brasileiro da Doença do Refluxo Gastroesofágico. Foz do Iguaçu, 2000.


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