GASTRITE? Entenda o Resultado da sua Endoscopia Digestiva Alta Pular para o conteúdo principal

GASTRITE? Entenda o Resultado da sua Endoscopia Digestiva Alta


Você já fez uma endoscopia digestiva alta e não conseguiu entender o resultado do seu exame? Isso acontece porque são utilizados termos técnicos de difícil compreensão para descrever o seu diagnóstico.

[VÍDEO PRINCIPAL]

Infelizmente, em alguns casos, mesmo após apresentar o seu exame para o médico, ele não lhe explica detalhadamente o que são aqueles termos, apenas fala de forma resumida indica o tratamento que você deve fazer. Por isso é completamente normal que mesmo fazer exames e consultas o paciente esteja confuso sobre o seu diagnóstico.

Pensando nisso, eu resolvi escrever este artigo para esclarecer o que são aqueles termos usados no resultado do seu exame de endoscopia digestiva alta num caso em que foi detectada gastrite no resultado.

Para elaborar a descrição do diagnóstico de gastrite é utilizado atualmente o Sistema Sydney atualizado, que utiliza a seguinte nomenclatura conforme a tabela abaixo.


SOBRE O SISTEMA SYDNEY

Foi apresentado em 1990, no Congresso Mundial de Gastroenterologia em Sydney, Austrália.

Considera etiologia (causa), topografia (localização) e morfologia (formato) da gastrite.

Foi atualizado em 1994, em Houston, Estados Unidos.

Permite identificar diferentes tipos de gastrite como as gastrites não associadas ao H. pylori ( induzida quimicamente / gastrite ‘ex’-H pylori / gastrite por Helicobacter heilmannii / gastrite autoimune / gastrite associada à doença de Crohn / gastrite granulomatosa )

ENTENDA O SEU RESULTADO

Para entender o resultado do seu exame é preciso que você entenda cada um dos termos utilizados na elaboração do seu diagnóstico, vamos então explica-los para você.



TOPOGRAFIA

Para compreender melhor os termos utilizados vamos aprender um pouco sobre a anatomia do estômago. O importante aqui é você entender que o estômago é dividido em 3 partes principais, o Fundo, na parte superior (em verde), o Corpo na parte centra (rosa), e o Antro na parte inferior (em amarelo).


Segundo o Sistema Sydney, conforme a topografia, temos:

pangastrite – quando a gastrite está presente em todo o estômago;

gastrite do antro; e

gastrite do corpo.

CATEGORIA

Existem 7 categorias, vamos explicá-las abaixo:

Enantematosa – quando há existência de erupções vermelhas na mucosa do estômago. Para ser classificada como enantematosa basta haver vermelhidão nas regiões onde há gastrite.

Erosiva – erosões são feridas na mucosa gástrica. Elas podem ser planas ou elevadas. A gastrite erosiva é um estágio anterior à formação de úlceras gástricas.

Atrófica - gastrite atrófica é uma doença caracterizada pela inflamação crônica da mucosa do estômago em que ocorre a perda das células que formam as glândulas produtoras do suco gástrico. Estas células são substituídas por outros tipos de células parecidas com as células do intestino.

[VÍDEO GASTRITE ATRÓFICA]

Hemorrágica - quando ocorre sangramento do estômago. Normalmente está associada com erosões.

Gastrite de Refluxo – também conhecida como gastrite alcalina de refluxo ou gastrite de refluxo biliar. É definida como uma lesão crônica da mucosa gástrica, produzida pelo refluxo do conteúdo duodenal para o estômago. Mais frequente em pacientes que fizeram cirurgias de redução do estômago.

Pregas mucosas hiperplásicas – a gastrite hiperplásica ocorre quando há um aumento significativo do número de células em alguma camada da mucosa do estômago.  Caracterizam-se por um aumento na largura e altura das pregas gástricas. Normalmente associada a: doença de Ménétrier (gastrite hipertrófica gigante) ou síndrome de Zollinger-Ellison.




GASTRITE X REFLUXO

Apesar de em grande parte dos casos elas surgirem em conjunto, é preciso diferenciar uma da outra. O refluxo gastresofágico ocorre quando o conteúdo do estômago sobe para o esôfago e provoca sintomas como: azia, arrotos, pigarro, dor no peito e regurgitação. Veja na imagem abaixo.



Segundo a Federação Brasileira de Gastroenterologia: 
Gastrite é uma condição na qual o revestimento do estômago – conhecido como mucosa – está inflamado. 

A gastrite não apresenta sintomas específicos, algumas pessoas podem sentir dor ou desconforto no abdômen superior, mas muitos pacientes não têm quaisquer sintomas.



GASTRITE X PRODUÇÃO DE ÁCIDO NO ESTÔMAGO

Uma das principais causas do refluxo gastresofágico é a baixa produção de ácido no estômago, como eu já expliquei em outros artigos e vídeos. Mas e a gastrite? Existe alguma relação?

Veja o que diz a Federação Brasileira de Gastroenterologia sobre o assunto:

A mucosa do estômago contém células especiais que produzem o ácido e enzimas, que ajudam a quebrar o alimento para a digestão, e muco, que protege o revestimento do estômago de ácido. Quando o estômago está inflamado, produz menos ácido, enzimas e muco.

Isso não é nenhuma surpresa, na verdade, fica ainda mais fácil de entender porque a gastrite normalmente aparece juntamente com o refluxo. A gastrite diminui a produção de ácido no estômago que acaba contribuindo para o surgimento do refluxo gastresofágico.

TRATAMENTO NATURAL DA GASTRITE

Para tratar a gastrite de forma natural o ideal é usar estratégias que vão ajudar o organismo de duas formas:

Ação gastroprotetora – substâncias que vão auxiliar na proteção da mucosa gástrica evitando novas lesões.

Ação regeneradora – substâncias que vão ajudar na cicatrização e na reconstituição das células da mucosa gástrica.

Veja o vídeo a seguir com algumas dicas para ajudar você a eliminar a gastrite.

[VÍDEO 8 ESTRATÉGIAS NATURAIS CONTRA GASTRITE]


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