ALERGIA E INTOLERÂNCIA ALIMENTAR PROVOCA REFLUXO? Pular para o conteúdo principal

ALERGIA E INTOLERÂNCIA ALIMENTAR PROVOCA REFLUXO?


O QUE É ALERGIA ALIMENTAR?

Basicamente é o seu sistema imunológico atacando certas proteínas que você consumiu, principalmente proteínas de frutos do mar, mariscos, ovos, leite, trigo e amendoim. Os anticorpos do corpo, chamados de imunoglobulina, são produzidos pelos glóbulos brancos e tem a finalidade de atacar invasores (vírus e bactérias principalmente). Existem 5 tipos de imunoglobulina, sendo que a mais comum responsável pelos casos de alergia alimentar é a imunoglobulina E ou IgE.

Este é o tipo de alergia clássico, cuja resposta do organismo costuma ser rápida e as reações graves, podendo inclusive provocar um choque anafilático e levar à morte.

Dificilmente uma pessoa sofre da alergia clássica à algum alimento e não tem conhecimento, pois como as reações são imediatas e de maior gravidade, normalmente no primeiro contato com o alimento ela já é detectada ao longo da vida.







O QUE É INTOLERÂNCIA ALIMENTAR?

Tende a ser caracterizada por sintomas de desencadeamento mais lento, podendo aparecer após vários dias da ingestão do alimento ofensivo, dificultando a identificação de sua causa.
A intolerância alimentar pode ocorrer principalmente por 3 fatores:

    1.      Deficiência de Enzimas Digestivas
Ocorre quando a intolerância é originada no trato gastrointestinal, não ativa nenhuma resposta do nosso sistema imune. O caso mais comum é o da intolerância à lactose, quando a pessoa não consegue digerir o açúcar presente no leite e que pode resultar em diarreia, vômitos e dor no estômago. Nestes casos de intolerância, o alimento ingerido normalmente não é totalmente digerido e metabolizado o que provoca dificuldades digestivas.

Isso acontece porque enzimas ou proteínas que o corpo precisa produzir para digerir corretamente certos alimentos não são produzidas ou não estão funcionando corretamente por alguma razão.

   2.      Reação do Sistema Imune Provocada pela Imunoglobulina G ou IgG.
Parecida com a alergia clássica, porém como essa reação é desencadeada por um tipo diferente de imunoglobulina a IgG a reação é mais lenta e os sintomas normalmente não são tão graves, o que dificulta o seu diagnóstico.

    3.      Reações Químicas
Ocorrem quando substâncias químicas como corantes, aromatizantes e conservantes são rejeitados pelo nosso trato gastrointestinal.

SINTOMAS

Segundo o site WebMD (2) os principais sintomas relacionados à intolerância alimentar são:
  • Gases, cólicas e inchaço;
  • Azia;
  • Dores de cabeça, irritabilidade e nervosismo;
  • Náusea;
  • Dor no estômago;
  • Diarreia;
  • Vômitos.


ALERGIAS E INTOLERÂNCIAS PROVOCAM REFLUXO? O QUE A CIÊNCIA DIZ?

Diversos estudos científicos revelam que a existência de alergias e intolerâncias alimentares pode contribuir para a ocorrência do refluxo.

Um estudo de 2002 (3) revelou uma ligação entre alergia ao leite de vaca e a ocorrência do refluxo gastresofágico, o estudo foi feito com crianças menores que 1 ano, em que é comum a ocorrência do refluxo e de alergia ao leite de vaca.

http://bit.ly/livrogratis5erros


O Dr. Ralf Heine, médico pediatra, alergista e gastroenterologista, especializado em alergias e intolerâncias alimentares, num estudo de 2006 (5) concluiu que a alergia alimentar pode contribuir para a doença do refluxo gastresofágico, cólica ou constipação em crianças. O estudo revela ainda que as crianças tiveram respostas positivas ao adotar uma dieta hipoalergênica ou uma dieta de eliminação.

Veja a conclusão de outro estudo de 2005 (4) que analisou a ocorrência de refluxo gastresofágico em crianças e adolescentes com histórico de intolerância alimentar:

“O corrente estudo revela a existência de uma relação de causa e efeito entre alergia à proteína do leite e outros alimentos e o refluxo gastresofágico no estudo nas crianças de diferentes idades estudadas”

Uma pesquisa muito interessante é de 2009 (6) publicada no The American Journal of Gastroenterology. Esta pesquisa acompanhou por um ano, 16 pacientes sofrendo da Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) e 7 pacientes saudáveis. Todos foram submetidos a um exame de intolerância alimentar para 60 tipos de alimentos e não estavam fazendo uso de inibidores da bomba de prótons (“prazóis”). Depois de identificados os casos de sensibilidade alimentar, os pacientes foram submetidos a uma dieta de eliminação (alimentos não tolerados foram excluídos) e avaliados novamente após 3 meses de dieta.

Os dados desta pesquisa foram muito ricos, a primeira observação que temos a fazer é que todos os pacientes com DRGE apresentaram em média intolerância alimentar a 3 ou 4 alimentos diferentes. Café, alface e leite foram os alimentos que mais provocaram reação.

A segunda observação é que o estudo relatou que todos os pacientes com DRGE apresentaram melhoras, e 62,5% dos pacientes tiveram eliminação total dos sintomas.

QUAIS OS ALIMENTOS MAIS FREQUENTEMENTE ENVOLVIDOS NA ALERGIA ALIMENTAR? 

Segundo a ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ALERGIA E IMUNOLOGIA:

“Qualquer alimento pode desencadear reação alérgica. No entanto, leite de vaca, ovo, soja, trigo, peixe e crustáceos são os mais envolvidos. A sensibilização a estes alimentos (formação de anticorpos IgE) depende dos hábitos alimentares da população. O amendoim, os crustáceos, o leite de vaca e as nozes são os alimentos que com maior freqüência provocam reações graves (anafiláticas).

Reação Anafilática ou choque anafilático é uma reação súbita, grave que impõe socorro imediato e pode levar a morte.

COMO DESCOBRIR SE VOCÊ TEM ALGUMA INTOLERÂNCIA ALIMENTAR?

Uma das maneiras mais eficientes de descobrir se você sofre de algum tipo de intolerância alimentar é por meio de exames específicos, que podem ser indicados para você por um médico ou nutricionista, os mais comuns são:

Food Detective – utiliza a metodologia ELISA e pode detectar anticorpos IgG para 59 alimentos diferentes.

Elisa 109 Mediterranean IgG – utiliza a metodologia ELISA e pode detectar a presença de anticorpos IgG para 109 alimentos diferentes.

Genarrayt Microarray 200+ - utiliza a tecnologia Microarray, inicialmente criado para estudo de DNA e expressão gênica a empresa fabricante estendeu essa tecnologia para pesquisa de sensibilidade, incompatibilidade e intolerância alimentar mediadas por IgG. Poucos laboratórios no Brasil hoje realizam este tipo de exame, um deles é o laboratório Sabin.

É POSSÍVEL DESCOBRIR INTOLERÂNCIAS ALIMENTARES SEM FAZER EXAMES?

Uma alternativa se você não quer ou não tem acesso a exames mais precisos é utilizar uma uma Dieta de Eliminação, que consistem em comer apenas alimentos com poucos alérgenos, ou alimentos hipoalergênicos, como maçãs, peras, arroz, verduras, legumes, cordeiro e peru. 

Depois de algum tempo (2 a 3 semanas) quando o corpo já se acostumou com a ausência dos alimentos suspeitos, você irá reintroduzindo e observando as reações de um alimento por vez.

A cada 2 ou 3 semanas você poderá ir acrescentando um novo alimento e sempre deve ir observando o surgimento de sintomas que possam revelar a existência de alergias ou intolerâncias ao alimento introduzido.
Este é um método demorado e menos preciso, mas se feito corretamente pode ajudar a identificar casos de alergias e intolerâncias.

TENHO INTOLERÂNCIA ALIMENTAR! QUAL A SOLUÇÃO?

Se você sofre de intolerância alimentar é muito importante descobrir qual a causa da intolerância, se for uma resposta do sistema imunológico pelos anticorpos IgG, então a melhor solução é excluir o alimento para o qual você apresenta intolerância da sua alimentação diária.

Observe que nestes casos o consumo de pequenas porções do alimento em situações ocasionais não gera maiores problemas e pode nem mesmo ser percebido. Mas o consumo rotineiro ou em grandes quantidades já pode provocar reações desagradáveis.

Se a sua intolerância for provocada pela deficiência ou falta de enzimas digestivas para determinado tipo de alimento, é possível utilizar suplementos de enzimas digestivas que vão auxiliar na digestão dos alimentos que o seu organismo tem dificuldade em metabolizar. Nos casos de intolerância à lactose, por exemplo, o consumo da enzima lactase pode auxiliar a digerir o leite e evitar reações ao alimento.

COMO EVITAR ALIMENTOS?

Alguns alimentos são relativamente fáceis de serem evitados, outros, no entanto, como trigo, milho, leite, ovo e soja são largamente utilizados em alimentos industrializados e você tem que estar sempre atento para evitar comê-los sem saber.

Procure os ingredientes que você precisa evitar nos rótulos dos alimentos onde pode haver algum ingrediente escondido. Aprenda os sinônimos utilizados nos rótulos para que você consiga descobrir algum ingrediente não desejado.

Se você tiver alergia de verdade a qualquer alimento que provoque sintomas como formigamentos no corpo ou na língua, inchaço nos lábios, coceiras ou dificuldades de respirar, então você tem que ser muito cuidadoso sobre ler os rótulos dos alimentos. O consumo de um alimento a qual você tenha alergia pode ainda provocar uma reação violenta chamada choque anafilático que pode levar a morte.

Você deve sempre ser cuidadoso com todos os alimentos e não sair achando que eles são seguros. Se você é alérgico a algum ingrediente que pode aparecer com diferentes nomes, de forma disfarçada, talvez ligar para o serviço de atendimento ao cliente do fabricante seja a melhor solução. Normalmente há um número de telefone nas embalagens dos alimentos.

Existe um aplicativo para celular gratuito que pode te ajudar, ele se chama ALL I CAN EAT e com ele é possível ajustar as suas intolerâncias e calcular a sua compatibilidade com cada alimento. Um simples sistema tipo semáforo (verde, amarelo, vermelho) indica o seu nível de tolerância de forma direta a diversos alimentos.

COMO EVITAR O RISCO DE DESENVOLVER INTOLERÂNCIAS E ALERGIAS ALIMENTARES?

Em crianças

O estímulo ao aleitamento materno no primeiro ano de vida é fundamental. Recomenda-se a introdução dos alimentos sólidos após o 6º mês, o leite de vaca somente após 1 ano de idade, ovos aos 2 anos e amendoim, nozes e peixe, somente após o 3º ano de vida. 

Em adultos

Uma dieta muito repetitiva aumenta o risco do desenvolvimento de alergias alimentares, portanto é importante variar os alimentos que você consome regularmente. Evite comer todo dia o mesmo café, mesmo almoço e mesmo jantar. Varie os alimentos o máximo possível, quanto maior a frequência de um alimento em sua dieta maior o risco de desenvolver intolerância a este alimento.

O uso de enzimas digestivas regularmente também pode reduzir o risco de desenvolver alergias e intolerâncias alimentares. Um dos principais mecanismos do surgimento de alergias e intolerâncias é a passagem de pedaços de proteínas que não foram totalmente digeridas no seu intestino. Isto faz com que aquele pedaço de proteína seja identificado como invasor e o organismo crie anticorpos para atacar o intruso. O consumo de enzimas digestivas auxilia na quebra das proteínas em aminoácidos, reduzindo o risco de desenvolver alergias e intolerâncias.

Além disso, evitar o consumo de alimentos industrializados, que contém grandes quantidades de aditivos químicos como corantes, aromatizantes, conservantes e realçadores de sabor pode contribuir para aliviar o seus sistema digestivo. Procure consumir ao máximo alimentos e temperos naturais para garantir uma alimentação mais saudável e facilitar o trabalho do sistema digestivo.

Lembre-se: quanto melhor e mais eficiente estiver a sua digestão menores as chances de desenvolver alergias e intolerâncias alimentares. Por isto é recomendável não fazer uso prolongado de medicamentos para inibir a produção de ácido no estômago, que prejudicam a digestão, principalmente das proteínas.

O USO DE MEDICAMENTOS PARA REFLUXO PODE AUMENTAR O RISCO DE ALERGIAS ALIMENTARES

Diversos estudos demonstram que o uso de medicamentos pra inibir a produção de ácido no estômago aumentam as chances de desenvolver alergias alimentares. Se você quiser saber sobre porque isto acontece veja o vídeo completo sobre o assunto.


 


Você também pode ler um artigo completo sobre o assunto clicando aqui.

SE VOCÊ SOFRE DE AZIA E REFLUXO!

Se você sofre com azia e refluxo já fez tratamento e não apresentou melhoras, é possível que você esteja consumindo alguns alimentos para os quais tenha intolerância.

Neste caso é recomendável que você tente identificar os alimentos para os quais você apresenta intolerância e reduzir seu consumo ou evitá-los. Isso com certeza ajudará você a ter melhores resultados no seu tratamento.
Além disso, é importante utilizar um tratamento que não aumente o risco de desenvolver alergia alimentar, por isso um tratamento natural é sempre a melhor opção! Se você quiser aprender um método 100% natural, ensinado passo a passo, para eliminar a azia e o refluxo conheça o MÉTODO ADEUS AZIA.

Este curso é totalmente online, ou seja, assim que você tiver a sua inscrição confirmada você terá acesso imediato ao conteúdo do curso e já poderá começar a utilizar as estratégias 100% naturais que estão mudando a vida das pessoas que sofrem com refluxo.


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FONTES:
3-SALVATORE, Silvia; VANDENPLAS, Yvan. Gastroesophageal reflux and cow milk allergy: is there a link?. Pediatrics, v. 110, n. 5, p. 972-984, 2002.
4-SEMENIUK, J.; KACZMARSKI, M. Gastroesophageal reflux (GER) in children and adolescents with regard to food intolerance.Advances in medical sciences, v. 51, p. 321-326, 2005.
5-HEINE, Ralf G. Gastroesophageal reflux disease, colic and constipation in infants with food allergy.Current opinion in allergy and clinical immunology, v. 6, n. 3, p. 220-225, 2006.
6-CASELLI, Michele et al. A possible role of food intolerance in the pathogenesis of gastroesophageal reflux disease. The American journal of gastroenterology, v. 104, n. 8, p. 2115, 2009.
8-MURDOCK, Lance; Elimination Diet: How to Identify a Food Allergy, Intolerance, or Sensitivity through the Elimination Diet Process. LCPublifish LLC, 2015

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